O sarampo era uma das doenças que mais matavam crianças até 1963, quando foi descoberta a primeira vacina. Em 2010, 139,3 mil pessoas morreram em decorrência do sarampo, grande parte delas na Índia e no continente africano. No Brasil, no mesmo ano, o número de casos foi de 68 — e nenhuma vítima. Entre as crianças vítimas da doença está Olívia, filha do escritor britânico Roald Dahl, autor de obras como A Fantástica Fábrica de Chocolate e Matilda.
TransmissãoA doença é causada pelo vírus Morbillivirus, propagado por meio das secreções mucosas, como a saliva, de indivíduos doentes.
SintomasFebre alta, dor de cabeça, mal-estar, inflamação das vias respiratórias e pequenas erupções avermelhadas na pele.
TratamentoRepouso, ingestão de bastante líquido, alimentação leves e uso antitérmicos para baixar a febre. Em alguns casos, há necessidade de tratamento para o aumento de imunidade. A vacina é eficaz em cerca de 97% dos casos e deve ser aplicada em duas doses a partir do nono mês de vida da criança.
Sintomas
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível, extremamente contagiosa e muito comum na infância. Os sintomas iniciais apresentados pelo doente são: febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular e corrimento do nariz. Após estes sintomas, geralmente há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. Além disso, pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. Posteriormente, as bactérias podem atingir as vias respiratórias, causar diarréias e até infecções no encéfalo. Acredita-se que estas complicações sejam desencadeadas pelo próprio vírus do sarampo que, na maior parte das vezes, atinge mais gravemente os desnutridos, os recém-nascidos, as gestantes e as pessoas portadoras de imunodeficiências.
Transmissão
A transmissão ocorre diretamente, de pessoa a pessoa, geralmente por tosse, espirros, fala ou respiração, por isso a facilidade de contágio da doença. Além de secreções respiratórias ou da boca, também é possível se contaminar através da dispersão de gotículas com partículas virais no ar, que podem perdurar por tempo relativamente longo no ambiente, especialmente em locais fechados como escolas e clínicas. A doença é transmitida na fase em que a pessoa apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas.
Prevenção
A suscetibilidade ao vírus do
sarampo é geral e a única forma de prevenção é a
vacinação. Apenas os lactentes cujas mães já tiveram
sarampoou foram vacinadas possuem, temporariamente, anticorpos transmitidos pela placenta, que conferem imunidade geralmente ao longo do primeiro ano de vida (o que pode interferir na resposta à
vacinação). Com o reforço das estratégias de
vacinação, vigilância e demais medidas de controle que vêm sendo implementadas em todo o continente americano desde o final dos anos 90, o Brasil e os demais países das Américas vêm conseguindo manter suas populações livres da doença. Atualmente, há o registro de casos importados que, se não forem adequadamente controlados, podem resultar em surtos e epidemias. Os principais grupos de risco são as pessoas de seis meses a 39 anos de idade. Dentre os adultos, os trabalhadores de portos e aeroportos, hotelaria e profissionais do sexo apresentam maiores chances de contrair sarampo, devido à maior exposição a indivíduos de outros países que não adotam a mesma política intensiva de controle da doença. As crianças devem tomar duas doses da
vacina combinada contra
rubéola,
sarampo e
caxumba (
tríplice viral): a primeira, com um ano de idade; a segunda dose, entre quatro e seis anos. Os adolescentes, adultos (homens e mulheres) e, principalmente, no contexto atual do risco de importação de casos, os pertencentes ao grupo de risco, também devem tomar a
vacina tríplice viral ou
dupla viral (contra
sarampo e
rubéola).