Embora o clareamento dental tenha se tornado mais acessível e fácil de fazer, trata-se de um procedimento que exige não só alguns cuidados, como também acompanhamento profissional até mesmo em sua versão caseira. Veja abaixo alguns aspectos principais sobre o tratamento.
1) Existem dois tipos de clareamento
Um deles é feito em casa seguindo as orientações do dentista. O primeiro passo é a fabricação de uma moldeira de silicone. Em casa, ela deverá ser preenchida com um gel que contém a substância clareadora --geralmente, peróxido de carbamida-- e usada todos os dias, por três a quatro semanas. O outro método é feito exclusivamente em consultório, utilizando um gel com concentração muito maior de ativo clareador (e, portanto, não seguro para se usar em casa). O efeito é potencializado por uma fonte de luz, como LED ou laser. São necessárias duas ou três sessões, uma por semana, mas já dá para sentir os resultados na primeira aplicação.
2) O clareamento caseiro exige paciência
Embora seja a preferência de muitos dentistas, o método exige disciplina. Isso porque a moldeira deve ser usada todos os dias, por um período médio de três semanas. O tempo de uso varia de acordo com a substância clareadora escolhida para o tratamento e com a condição original do dente, podendo ser de 30 minutos até oito horas diárias.
3) O método a laser, feito em consultório, pode deixar os dentes sensíveis
Nesse tipo de branqueamento, o peróxido de carbamida é muito mais concentrado. Por isso, age de maneira mais agressiva, ocasionando eventual sensibilidade durante o tratamento. Já o clareamento com moldeira tem menos chances de causar sensibilidade.
4) Os dois métodos podem ser conjugados
"Hoje é comum usar os dois métodos juntos para resultados mais eficientes", explica o dentista Anderson Bernal, do consultório que leva seu nome, localizado em São Paulo. O tratamento se inicia com a moldeira e, depois, são feitas algumas sessões de laser.
5) O procedimento a laser é mais caro
O clareamento a laser tem custo médio de três a quatro mil reais. Com moldeira, o valor gira em torno de oitocentos a dois mil reais.
6) O laser não é a única fonte de luz que pode ser usada
Embora o tratamento tenha ficado conhecido como "clareamento a laser", o procedimento também pode ser realizado com luzes de LED. "O clareamento é feito pelo gel e não pela luz, que serve apenas para acelerar o processo", explica Anderson Bernal. Ao longo dos anos, descobriu-se que qualquer fonte de luz ajuda. Por isso, muitos dentistas preferem o LED, uma luz fria que não causa danos. "O laser, de baixa potência, pode ser usado no final do tratamento como um dessensibilizante", finaliza o especialista.
7) Alguns alimentos são proibidos durante o tratamento
Isso porque os dentes ficam mais permeáveis e, dessa forma, a chance de absorver os pigmentos de determinados alimentos é maior. Entre os proibidos estão suco de uva, vinho tinto, refrigerantes à base de cola, café, chás e beterraba. Além disso, o cigarro é outro vilão do clareamento, pois a nicotina amarela os dentes.
8) Nem sempre o dente fica branquíssimo
O que acontece é que o matiz do dente [a cor dele], que nunca é exatamente branca, não pode ser mudado. "O que ocorre é uma alteração do croma, que é a saturação ou intensidade da cor", explica o dentista Luis Eduardo Calicchio, do Ateliê Oral, em São Paulo. Por isso, é sempre bom "segurar" as expectativas e ter uma conversa franca com seu dentista para evitar frustrações.
9) Nem todo mundo pode realizar o clareamento
O tratamento é contraindicado em alguns casos. "Quem tem muita sensibilidade nos dentes, por exemplo, pode acabar tendo uma inflamação aguda", explica o dentista Sandro Moreno, da Mosaico Odontologia, em São Paulo. Além disso, também não deve fazer clareamento quem tem muitas restaurações (já que ele não age sobre a resina), manchas causadas pelo uso do antibiótico tetraciclina, gestantes e menores de 16 anos.